segunda-feira, março 27, 2006

Sinal divino ou coincidência?

Tudo aconteceu naquele dia. Naquele dia em que repetimos a nossa rotina semanal, em que fazemos o que mais gostamos na nossa vida. Nesse mesmo dia decidimos ir jantar os dois. Fomos àquele lugar onde já não ias a algum tempo. Aliás, a última vez que lá tinhas ido, também tinha sido comigo.
Entrámos e sentámo-nos num cantinho. Criámos ali o nosso refúgio. Estava uma noite agradável. Calminha e serena, apesar da chuva. Fomos então atendidos e fizemos o nosso pedido.
A conversa estava agradável. A luz dos teus olhos iluminavam-me como que uma luz ao fundo do túnel e a tua voz... A tua voz parecia uma canção que entoavas pela primeira e última vez. Entretanto, pelo mei da nossa agradável conversa, interrompo-te e pergunto-te se tens isqueiro e respondes que não. Meto então a minha mão ao bolso do casaco e saco duma velinha. "Quero ver como é que agora vou acendê-la!?" - disse eu. Sorriste e eu acompanhei-te. Mas eis que acontece o mais estranho e igualmente belo. Falta a luz e ficámos às escuras. Ficámos sem saber o que dizer e eu sem saber o que fazer. Fomos apanhados de surpresa. Entretanto a luz voltou. Olhámos um para o outro e pensámos no mesmo: "Isto não é normal." A luz dos teus olhos transformou-se em brilho. Naquele brilho que já não via há algum tempo. A luz falta de novo mas desta vez levanto-me e peço um isqueiro na mesa ao lado para acender a vela. Fomos a primeira mesa a ter uma vela. Até parecia que estava tudo combinado com "Ele". Foi louco e inexplicável. Entretanto o restaurante lá nos pôs outra vela, a luz também voltou mas as velas lá ficaram acesas até ao final do jantar. Foi o nosso primeiro jantar à luz das velas.

Aquela noite nunca mais me saiu da cabeça. De vez em quando penso naquilo e tento encontrar uma explicação mas...simplesmente não há. E pergunto-me sempre o que foi aquilo: Um sinal divino? Ou coincidência? Eu não acredito em coincidências, por isso...

1 comentário:

Carlos Silva disse...

Porque o sonho comanda a vida. E tu és dos seres mais limpidamente sonhadores que já conheci. Tens direito que esse sonho, mais que representação de uma possível realidade, se transforme na dita realidade, e que reinvente em tons de magia no dia a dia do teu amor.
Já é tempo. De poderes ser tudo o que realmente tens, e mereces.