Nem sempre o que sabe bem
Tem como sinónimo ser bom
São estes paradoxos da Vida
Que nos dão justificação
De querermos continuar algo
Que sabemos que não pode ser continuado.
A Vida, por mais bela que seja
Tem sempre um triste final
Só o simples facto de, após
Uma Vida bem vivida
Cheia de felicidade e alegria,
Nós irmos morrer, é já,
Em si, um imenso sentimento de
Tristeza.
Quando quero ser feliz
Penso logo no curto caminho
Da Vida.
Apercebo-me instantaneamente
Do quão insignificante e
Triste pode ser a Vida.
A vida não vale nada
Para ninguém
Valendo bem a pena
Para toda a gente.
O tempo escasseia como areia entre os dedos,
Mas ao mesmo tempo que isso acontece
Também reparamos que temos todo o tempo do mundo
Para sermos felizes.
Os sentimentos são como uma balança
Tanto nos dão força para continuar a viver
Como nos tiram a força que resta
Para continuar a lutar pela Vida.
Quem ama quer viver
Para poder continuar a amar
Quem ama quer morrer
Para morrer num momento pleno de felicidade
E não se lembrar das tristezas,
Angústias e dores do passado.
Todos encontram no Amor
Algo que dá força para viver.
Compreendo-os.
Sabe bem amar e ser amado
Esquecendo todo o mundo exterior
Cheio de superficialidade, maldade
E outros males também originados
Pelo sofrimento e pela cobiça
De todos.
Mas também há aqueles que vêem
No Amor, a fonte geradora de
dor, angústia, tristeza e sofrimento.
Compreendo-os.
Amar e não ser amado é devastador
Para quem passa por isso.
Mais vale fecharmo-nos no nosso
Mundo, não confiando em ninguém
Pois vimos todos com o mesmo fim
E do mesmo sítio.
A Vida é isto
Tudo e nada.
Um paradoxo de decisões, sentimentos, questões...
sábado, setembro 22, 2007
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